segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Conselho de Segurança da ONU se reúne extraordinariamente para discutir crise na Síria

Brasília - O Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) faz hoje (22) uma sessão especial para discutir a situação na Síria. A reunião extraordinária foi pedida pela União Europeia com o apoio dos países árabes e dos Estados Unidos. O pedido foi apresentado por 24 países-membros da ONU, mais do que um terço necessário para convocar os 47 membros do Conselho dos Direitos Humanos, com sede em Genebra.

A crise na Síria será discutida no conselho exatamente no momento em que o cerco contra o líder líbio, Muammar Khadafi, aumenta. Há informações que o quartel-geral de Khafafi está sob domínio da oposição que pressiona o líder a abrir mão do poder.

A expectativa é que o conselho aprove a resolução que condena a repressão na Síria e recomenda a abertura de um inquérito sobre a violência exercida pelas forças sírias contra os opositores do regime. A previsão é que a recomendação leve ao Conselho de Segurança da ONU instaura uma queixa contra o regime sírio no Tribunal Penal Internacional.

No último dia 17, o bloco europeu no Conselho de Segurança (UE4), que inclui Portugal, anunciou que vai apresentar uma resolução impondo mais sanções ao governo do presidente sírio, Bashar Al Assad. Na semana, os representantes da Grã-Bretanha apresentaram a proposta de sanções ao Brasil.

O governo brasileiro defendeu a busca por um acordo interno negociado na Síria, desde que garantido o fim da violência e preservados os direitos da população. De acordo com informações de organizações não governamentais, pelo menos 2 mil pessoas morreram nos últimos cinco meses. Desde março, Assad é alvo de protestos diários na Síria.

Os manifestantes reivindicam sua renúncia alegando que há no país um governo autoritário, ações repressivas, violações de direitos humanos e censura às liberdades fundamentais.

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