domingo, 20 de maio de 2012

O Estado do RN não garante saúde de detentos

      Todo mundo sabe do grande problema  que o nosso Estado está enfrentando,em todos órgãos,e não deixamos de falar do primordial que é a saúde, a qual sabemos que o sistema público de saúde no Rio Grande do Norte está longe de ser um serviço de excelência. É fácil constatar a deficiência visitando os postos de saúde ou hospitais da capital e interior. Mas a assistência aos doentes é ainda mais deficitária quando analisamos a população que se encontra atrás das grades. Apesar de ser garantido por lei, os presos, na maioria das vezes, têm o direito à saúde negado. Há uma solução que pode amenizar o problema, no entanto, o RN é um dos poucos Estados que não têm equipes de atendimento aos detentos catalogada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes).
      Nas 35 unidades prisionais que compõem o sistema carcerário potiguar, existem atualmente 5.708 detentos e nenhum controle sobre os dados do estado de saúde dos mesmos. A secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) não sabe, por exemplo, quantos deles são soropositivos. Faltam logística e ação. Em 2004, foi criado o Plano Operativo Estadual para Atenção Integral à Saúde da População Prisional do RN baseado na Portaria 1.777, de 2003, expedido pelo Ministério da Saúde e Ministério da Justiça que aprovou o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Na esfera estadual, o plano está parado.
        O Plano deveria funcionar aos moldes do Programa Saúde da Família (PSF). Uma equipe multidisciplinar composta por médico, técnico de enfermagem, enfermeiro, dentista, psicólogo e assistente social visitaria as unidades prisionais com mais de 100 detentos. Nas unidades com menos presos, o Município é o responsável pela assistência à saúde. Não é o que ocorre atualmente na maioria das penitenciárias do Estado. "Quando um preso passa mal, sente alguma coisa, o diretor manda direto para o Hospital Walfredo Gurgel ou outro pronto-socorro. Aí tem aquele velho problema da falta de estrutura adequada. Para fazer o deslocamento, precisa de viatura e agente disponível. Isso, infelizmente, não temos em número suficiente. É sempre um problema ter que sair com preso para resolver qualquer problema de saúde", pontua Nairan.

É isso ai!!!