quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bancos públicos e privados de Natal entram em greve

      A greve dos bancários do Rio Grande do Norte começou e já trouxe transtornos para os usuários que precisavam utilizar os serviços essenciais na parte interna das agências. Bancos públicos e privados paralisaram as atividades desde ontem, quando piquetes se dividiam à frente das agências bancárias, orientando a população a recorrer aos serviços via internet, caixas eletrônicos, correspondentes bancários e agências lotéricas. Hoje, às 17h30, uma nova assembleia da categoria ocorre na sede do sindicato, para definir metas e as mobilizações que devem ocorrer nesta quinta-feira.
Bancários de instituições públicas e privadas paralisaram as atividades desde ontem em Natal 


        Segundo o sindicato, a greve é por tempo indeterminado. Com a paralisação, serviços, como troca de senhas de cartões e contração de empréstimos de valor mais alto (para financiamentos ou compras de imóveis e automóveis) estão totalmente suspensos. "Não somos culpados pela greve. Isso é culpa dos bancos, que são gananciosos e não repassam aos funcionários a remuneração adequada para o tipo de serviço que realizam", alega Marta Turra, diretora geral do Sindicato dos Bancários do RN.

       De acordo com Turra, as reivindicações dos bancários são de ordem econômica e social. Pleiteando um reajuste salarial de 23%, quando os bancos oferecem apenas 6%, a greve é necessária para pressionar os bancos a atenderem aos anseios dos bancários. Estabilidade do emprego em bancos privados, cumprimento da lei das filas, contratação de mais funcionários, realização de concursos públicos para os bancos públicos e a isonomia entre funcionários antigos e novos somam as reivindicações sociais. "Os funcionários são assediados, obrigados a atingir metas e a vender títulos de capitalização, seguros e previdência privada aos clientes. É um absurdo", disse.

        Os trabalhadores em greve pedem também a correção de rendimentos com base no piso salarial proposto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) - de R$ 2,4 mil, R$ 1 mil a mais do que a base da categoria recebe atualmente -, maior participação nos lucros e nos resultados dos bancos, plano de cargos e salários, elevação do valor de benefícios, fim da rotatividade de mão de obra e mais segurança nos locais de trabalho.