sexta-feira, 10 de julho de 2015

CASO POLICIAL

OPERAÇÃO PRENDE DELEGADO, ADVOGADA E MAIS TRÊS SUSPEITOS DE COMETEREM FRAUDE

Presos são suspeitos de fazer parte de uma associação criminosa que fraudava o recebimento de pensões por morte de funcionários públicos do Rio Grande do Norte.

Delegado Olavo Dantas e a advogada Thayana de Moura – Foto Degepol
                      Delegado Olavo Dantas e a advogada Thayana de Moura – Foto Degepol

Um delegado, uma advogada e mais três pessoas suspeitas de fazer parte de uma associação criminosa que fraudava o recebimento de pensões por morte de funcionários públicos do Rio Grande do Norte foram presos ontem, 8, em Natal-RN. As prisões foram resultado de uma operação denominada “Prata da Morte” e foram efetuadas por agentes da Delegacia Especializada na Investigação de Crimes contra a Ordem Tributária (DEICOT).

Segundo a investigação, os cinco presos são suspeitos de fraudar documentos de mortos vinculados ao Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do RN (IPERN).

A investigação conduzida pelos delegados Laerte Jardim e Aldo Ribeiro teve início após a Polícia receber uma informação através do WhatsApp do Disk Denúncia.

Segundo a denúncia, o delegado Olavo Dantas de Medeiros Júnior teria procurado um homem identificado como José Laercio Ferreira de Melo e feito a proposta de fraudar uma documentação para que o Laércio e seus familiares pudessem receber a pensão deixada pelo seu pai, o auditor fiscal falecido, Gonçalo Pereira de Melo. De acordo com a denúncia, a proposta teria sido aceita e o plano executado. Além da pensão, os denunciados teriam recebido ainda R$ 240 mil que estava depositado na conta do falecido.

As investigações foram iniciadas em fevereiro deste ano e confirmaram a veracidade da denúncia, revelando que o esquema contou com a participação de outras quatro pessoas: a advogada Thayana de Moura Macedo, que foi responsável pela realização de um inventário administrativo no 5º Cartório do Alecrim (com renúncia dos herdeiros) e pelo levantamento do dinheiro que estava depositado na conta do falecido, através de um alvará judicial obtido de forma ilegal; Ana Cláudia de Oliveira Dantas e seu esposo, identificado como Expedito, suspeitos de falsificar os documentos utilizados pela quadrilha para fraudar a pensão; e Maria Cosme Sobrinho, que se passou por companheira do auditor falecido.

Valores

Todos os envolvidos foram presos na manhã de ontem, 8, exceto Expedito que foi encaminhado para a delegacia para prestar esclarecimentos, mas foi liberado em seguida. Ana Cláudia, inclusive, tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça da Paraíba, por estelionato. O montante recebido indevidamente pelo grupo desde o início do esquema já soma cerca de R$ 600 mil em prejuízo para o Estado.

O grupo foi autuado pelos crimes de falsificação de documento particular, falsidade ideológica, associação criminosa, estelionato, uso de documento falso, falso testemunho e peculato. De acordo com a Polícia Civil, além desse, outros casos de fraudes em pensões estão sendo investigados no Rio Grande do Norte, possivelmente ligados a essa quadrilha.

fonte:Gazeta do Oeste

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